terça-feira, 10 de maio de 2011

A arte de conduzir orações - Métodos e formas de oração - Preces

           São formas mais breves de oração, com estrutura semelhante, feitas individualmente. Normalmente, são intercaladas com uma resposta conjunta da turma. Ou, então, essa resposta pode vir só ao final. As preces são muito importantes por serem pessoais e expressarem o o interior de cada um. Constituem um verdadeiro diálogo pessoal com Deus. A dificuldade desse tipo de oração costuma a ser timidez das pessoas diante do grupo. Mas, vencida a timidez, a turma costuma se expresasr bem rezando assim. Seguem algumas dicas sobre as preces:

a) Antes de começar a rezar é preciso fazer uma motivação para que fique claro o tema das preces: se é para pedir, agradecer, louvar ou se comprometer. As preces devem ter uma linha comum, o seja, devem versar sobre um assunto mais ou menos determinado, sem tirar, é claro, a liberdade pessoal.

b) Se houver resposta, deve ser breve e fácil. Uma resposta longa logo seria esquecida ou confundida, o que prejudicaria o clima de oração. É o que frequentemente acontece no salmo responsorial.

c) Em alguns casos, pode-se omitir a resposta entre as preces e fazer uma aclamação final, suponhamos, com um canto ou uma oração repetida.

d) Importante também é o catequista combinar com a turma um modelo de prece a ser seguido. Isso ajudará a turma a ganhar segurança. Do contrário, um vai pedir perdão, ou vai agradecer; um vai fazer um longo discurso, outro vai dizer duas palavras.

e) As preces devem ser, de preferência, curtas. Se o catequista fizer, em primeiro lugar, uma prece longa e complicada, a turma ficará insegura, com medo de não conseguir imitar o modelo fornecido pelo catequista.

f) Às vezes é bom levar para o encontro algumas preces escritas e reparti-las com pessoas da turma. Depois de rezar as escritas, acrescentam-se as espontâneas. Isso pode motivar a turma, principalmente se as pessoas tiverem muita dificuldade de rezar.

g) Se surgirem preces engraçadas ou dramáticas, é bom que a turma se controle ou pelo menos o catequista se esforce neste sentido. É preciso respeitar a prece de cada um, pois quem reza está expressando o que está em seu coração. Houve o caso da criança que, ao rezar, pediu a Deus uma bicicleta, enquanto a turma pedia paz, alegria, fé. Houve outra que pediu a Deus a morte. Como lidar com isso? Encare com naturalidade, mantenha o controle da turma e depois ajude a criança, se ela expressou na oração dificuldades existenciais.

h) Enfim, é preciso ter paciência para consegui que a turma faça preces espontâneas. No começo a timidez domina. Aos poucos, um ou outro vai criando coragem de rezar. Depois de certo tempo a turma já rezará de modo satisfatório. Cabe ao catequista incentivar, mas sem forçar a rezar, é preciso ser delicado.

i) Uma boa forma de incentivar a turma a fazer preces espontâneas é “correr a roda”: estando todos em círculo, o catequista faz a primeira prece e pede que quem está à sua direita, por exemplo, faça a próxima, seguindo, nesta ordem até que todos tenham rezado. Assim, ninguém precisa disputar a vez de rezar, nem há perigo de dois começarem juntos sua prece. No entanto, se alguém se calar, é melhor deixar quieto e passar a palavra para o próximo, sem maiores cobranças.



*O primeiro tema da semana de formação do Catequese Kids, é sobre a arte de se conduzir orações. Ele foi retirado do livro "Elementos de Didática na Catequese" da autora Solange Maria do Carmo, editora Paulus. Para quem quiser adquirir: http://www.paulus.com.br/elementos-de-didatica-na-catequese_p_1853.html


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