terça-feira, 31 de maio de 2011

Texto - Patriarcas: Isaac e Jacó

Olá Catequistas,

     Seguem o texto motivacional do encontro sobre os patriarcas, Isaac e Jacó.

Um forte abraço,
Layse





Patriarcas - Isaac e Jacó - Encontro 04/06

Oração Inicial: Pai-Nosso

Motivação (ver):

- Perguntar aos catequizandos o que é a mentira.
- Perguntá-los se já mentiram ou enganaram alguém, em uma brincadeira, em casa, na escola...
- Perguntar se eles já foram enganados.

Colocação do tema (julgar):

Leitura bíblica: Gn 25, 19-34; 27, 1-46; 33

- Contar a história de Isaac e Jacó (Esaú e Jacó):       
      
                Isaac tinha quarenta anos quando casou com Rebeca. Rebeca não podia ter filhos, e por isso Isaac orou a Deus. O Senhor ouviu a oração dele, e Rebeca ficou grávida. E ela teve dois meninos. Os meninos cresceram. Esaú gostava de viver no campo e se tornou um bom caçador. Jacó, pelo contrário, era um homem sossegado, que gostava de ficar em casa.
                Isaac  amava mais Esaú, Rebeca, por sua vez, preferia Jacó. Um dia, quando Jacó estava cozinhando um ensopado, Esaú chegou do campo, muito cansado, e foi dizendo: — Estou morrendo de fome, por favor, me deixe comer dessa coisa vermelha aí. Jacó respondeu: – Sim, eu deixo; mas só se você passar para mim os seus direitos de filho mais velho. Esaú concordou. Aí Jacó lhe deu pão e o ensopado.
                Um dia, Isaac, que já estava bem velho e havia ficado cego, chamou Esaú e pediu-lhe para que caçasse um animal, preparasse uma comida para ele, e depois que comesse, o abençoaria. Acontece que Rebeca escutou o que Isaac disse a Esaú. E ela queria que Jacó fosse abençoado, não Esaú, por isso pediu para que Jacó trouxesse dois cabritos para que ela preparasse a comida para Isaac. Aí Jacó disse à mãe: — O meu irmão é muito peludo, e eu não. Se o meu pai me apalpar e descobrir que sou eu, ele vai saber que eu estou tentando enganá-lo. Então ele vai me amaldiçoar em vez de me abençoar. Mas Rebeca já sabia o que fazer: pegou a melhor roupa de Esaú, que estava guardada em casa, e com ela vestiu Jacó. Com a pele dos cabritos ela cobriu as mãos e o pescoço de Jacó, que não tinha pelos, depois entregou a Jacó a comida gostosa e o pão que ela havia feito para Jacó levar para seu pai.   Quando Jacó chegou no quarto, Isaac e disse: — Traga-me a carne da caça para que eu coma. Depois eu o abençoarei. Jacó serviu a comida ao seu pai. Isaac comeu, e bebeu. E em seguida, abençoou o filho Jacó. Logo depois, Esaú chegou, vindo da caçada. Mas quando entrou no quarto do seu pai, Isaac, soube que Jacó o havia enganado. Esaú ficou desesperado ao saber que seu irmão recebeu a bênção do pai. Mesmo assim Isaac também deu uma bênção para Esaú, mas não era tão especial como foi para Jacó. Esaú ficou com muito raiva, que prometeu se vingar do seu irmão, matando-o. Jacó ao saber disso fugiu, e Rebeca também foi castigada, pois nunca mais viu seu filho.
                Jacó foi morar com o seu tio Labão e acabou sendo enganado por ele: Jacó trabalhou na propriedade do tio para casar-se com a sua filha Raquel, mas o tio o enganou, e entregou Lia, a irmã de Raquel. Então Jacó teve que trabalhar mais alguns anos para poder se casar com Raquel, a quem ele amava. Passaram-se muitos anos, os dois irmãos, agora casados e com filhos, se reencontram, e fazem as pazes Jacó pediu perdão e Esaú o perdoa!
   - Mostrar aos catequizandos que Jacó sofreu porque mentiu e enganou seu pai Isaac e seu irmão Esaú. E que ele acabou sendo enganado pelo seu tio Labão.
- Debater se na nossa sociedade, no nosso dia-a-dia, as pessoas mentem ou enganam as outras com facilidade, como se fosse algo "normal".
- Falar da mentira na dimensão do pecado.
- A mentira prejudica o próximo, o que vai de encontro ao mandamento de Jesus: "Amai ao próximo como a ti mesmo".
- Deus amou Jacó. Deus escolheu Jacó. Deus aos poucos foi ensinando a Jacó os seus caminhos. Deus educa através do acontecimentos. Jacó precisou ficar só para perceber todas as coisas erradas que fez para Esaú e Labão. Jacó ficou só, o anjo de Deus lutou com ele, e Jacó foi transformado. Já na era mais Jacó, mas Israel, ele era forte com Deus e torna-se o pai das 12 tribos de Israel.

Ação (agir transformador):

- Em nossa casa, na escola ou com os amigos nós usamos da mentira para enganar ou tirar alguma vantagem?
- Jacó mudou de vida. Isso nos mostra que com a benção de Deus nós sempre podemos melhorar. O que eu preciso mudar em mim hoje?
- Deus tem um plano de amor para todos nós. Deus ama cada um de modo especial. Nós estamos seguindo este plano de Amor reservado para nós?

Atividade: folha de exercícios.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Presentinho especial!



Olá Pessoal, ganhei um presente muito fofo da Sueli do Blog Pãozinho do Céu (http://paozinhodoceumaria.blogspot.com). 
Amada Sueli, que Deus continue abençoando você, por ter dito "sim" a Deus através da missão de evangelizadora. Um super beijo!!



quinta-feira, 26 de maio de 2011

Jogo da Memória dos Mistérios do Rosário

Olá Catequistas,

      Na reunião de planejamento que tivemos ontem a noite a Catequista Iraneide pediu para eu elaborasse um jogo da memória que pudesse servir de atividade de fixação para o tema sobre o Rosário. A partir dessa idéia, fui ao blog da nossa querida Cris do Blog Jardim da Fé e utilizei as imagens que ela colocou sobre os mistérios do Rosário.
      Cada folha já possui os mistérios e seus pares. Esse jogo pode ser jogado em duplas ou trios, dependendo da quantidade de catequizandos.


Jogo da Mémoria


Mistérios Gozosos

Mistérios Dolorosos

Mistérios Gloriosos



Mistérios Luminosos



Tarefinha sobre os Mistérios do Rosário

Boa Tarde Pessoal,

   Encontrei essa tarefinha elaborada pela catequista Marcela Gregório sobre os Mistério do Rosário. Ela é interessante porque os catequizandos precisam completar as lacunas de acordo com os desenhos, assim como colocar a qual mistério pertence e em quais dias da semana cada um é rezado.

Com carinho,
Layse




terça-feira, 24 de maio de 2011

Livro do Rosário

Amigos Catequistas,

     Encontrei este livrinho do Rosário no blog americano Catholic Icing da Lacy, que elaborou este livro para os seus filhos. Adorei a idéia e resolvi fazer uma versão brasileira do livrinho para trabalhar o rosário com os catequizandos da nossa etapa. Espero que gostem!!!















Material:

4 envelopes
Papéis de carta
Figuras que representem cada mistério do rosário (gozosos, dolorosos, luminosos, gloriosos - retirei do blog da Canção Nova)
4 pedaços de fita para servir como marcador

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Maria, discípula e mãe! - Texto e Atividade

Olá Pessoal,

     Seguem abaixo o texto motivacional para o encontro sobre Maria e uma tarefinha para ser realizada com os pais. Caso a criança não tenha os pais, pode ser feita com a avó, o avô, tios, tias etc. Se for adotada, pode-se questionar a Mamãe a partir do momento da sua chegada como filho do coração.

Um abração,
Layse





Maria, discípula e mãe! - Planejamento do encontro 28.05

Oração Inicial: Magnificat

Primeiro Momento: verificação e correção do album litúrgico.

Motivação (ver):
- Perguntar aos catequizandos sobre como as mães deles são. O que gostam de fazer, como é o dia-a-dia delas na casa.
- Perguntar qual é o papel de uma mulher (mãe) na casa e qual sua importância na vida dos filhos.
- Introduzir que a mãe é um ser tão maravilhoso que Deus também quis ter uma, portanto, escolheu Maria, uma jovem, para ser a mãe de seu filho Jesus.

Colocação do Tema (julgar):

Leitura bíblica: Lc 1,26-38.
Vamos falar sobre Maria a partir dos seguintes tópicos:
- Maria: serva que faz a vontade de Deus. O "sim " de Maria.

- Maria, a primeira catequista.
- Maria, a mulher do silêncio.
- Maria, mãe da fé e mãe da Igreja.
- Títulos de Nossa Senhora.

Celebração (agir transformador):
- Separar a turma em grupos. Cada grupo receberá a história de um título de Maria, os integrantes deverão ler e contar a história daquele título dado à Nossa Senhora.

Atividades: Texto motivacional e tarefinha.
                  Confecção do Livro do Rosário.
                  Confecção de um aviso de porta com o Salmo das Mães que será uma lembrancinha para as      Mães.

Oração Final: Livre.


terça-feira, 17 de maio de 2011

A escolha de Pedro - Texto e tarefa - Turmas 2010/11

Olá Pessoal,

    Seguem abaixo o texto motivacional sobre o encontro "A escolha de Pedro", assim como, uma tarefinha de fixação, conforme planejado.

Um forte abraço,
Layse





segunda-feira, 16 de maio de 2011

A escolha de Pedro - Planejamento do encontro 21/05 - Turmas 2010/11

Oração Inicial: Oração a Cristo Ressuscitado

Motivação: Perguntar o nome do nosso Bispo (no caso da nossa Arquidiocese que se encontra ainda à espera do nosso Arcebispo, o administrador apostólico) e do Papa. Explicar qual é a missão deles e a nossa.


Colocação do Tema (julgar):

- Leitura: Mt 16, 13-19

- No Evangelho segundo S. Mateus vemos Jesus perguntando aos apóstolos sobre a sua pessoa:
 "- No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?" São dadas várias respostas e Pedro diz: "Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo!" (Mt 16, 13-19)

 - Jesus afirma após a confissão de Pedro, na comunidade dos discípulos "Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno nada poderão fazer contra ela" (Mt 16, 18 cfr. Mt 7, 25).

- O nome de Pedro era Simão, filho de Jonas. O nome de Pedro, em grego,e em hebraico Kefas, significava Pedra ou Rocha. Naquela região existiam muitas pedreiras ou grutas, onde os pastores que cuidavam das ovelhas, ou os viajantes, se escondiam ou se protegiam das chuvas. Desta forma, Pedro iria guardar e proteger a comunidade e levar os ensinamentos de Jesus.

- Pedro recebeu de Jesus a missão de ser o alicerce sobre o qual Ele constituiu sua nova comunidade. E Pedro desempenhou papel de verdadeiro chefe nos primeiros anos da Igreja.

- Jesus dá a Pedro uma missão na fé, em relação aos outros apóstolos. Além disso, no Evangelho de S. João (21, 15-17) vemos que Jesus, após a sua ressurreição, confia a Pedro o seu próprio encargo pastoral: "Sê o pastor das minhas ovelhas". Jesus tinha se declarado a si próprio como o Bom Pastor, o verdadeiro chefe. Ele pede a Pedro que seja o PASTOR em seu lugar (IMPORTANTE - Fazer relação com o Evangelho do domingo passado sobre o Bom Pastor utilizando o Álbum Litúrgico).

- A Tradição Católica apóia-se neste texto de São Mateus para dizer que os papas, sucessores de Pedro, são os herdeiros dessa missão.

Atividade: Texto e atividade

Celebração (agir transformador): Pedro era um pescador que foi escolhido por Jesus para se tornar pescador de homens! Nesse intuito vamos fazer uma pequena dinâmica:

- Cada catequizando desenhará um peixe em uma folha de papel que deverá ser recortado.
- No pátio da escola, colocaremos uma rede, com um fundo musical.
- Cada turma levará os seus peixinhos para serem depositados na rede. Quando todas as turmas já tiverem depositado os peixinhos na rede, os catequistas farão uma reflexão sobre o significado da "pesca de Pedro". Essa reflexão terminará com a oração final do encontro.

 Oração Final: Todos reunidos no pátio para o momento de oração. Método de oração livre.



Abraão, o amigo de Deus - Texto do Encontro e Tarefa

Catequistas,

    Seguem o texto e uma tarefinha do encontro sobre Abraão, do próximo sábado!

Abraços,
Layse





Abraão, o amigo de Deus - Planejamento do encontro - 21/05

Oração Inicial: Oração a Cristo Ressuscitado

Motivação (ver):
      Contar a história de um santo e perguntar aos catequizandos se eles conhecem alguém que, como os santos, largou tudo para servir a Deus. Fazer a ligação entre a história de Abraão, que também deixou tudo para seguir a Deus.
- Perguntar se eles conhecem alguém da comunidade, família, internet, TV etc. que deixou tudo para seguir a Deus.

Colocação do Tema (julgar):
      Apresentar a história de Abrãao que deixou tudo o que tinha e o lugar onde morava para seguir o chamado de Deus.

Leituras: Gn 12,1-9; 17, 1-8; 22, 1-19.

- Abraão era uma pessoa muito boa. Embora não tivesse filhos e fosse muito rico, só pensava em fazer o bem. Mas na região que ele vivia as pessoas eram más e tinham outros deuses. Eram egoístas com suas coisas e não pensavam em fazer o bem para as outras pessoas.
- Deus amava Abraão por sua bondade.
- Abraão gostava de Deus e acreditava em tudo o que Deus lhe falava, mesmo que fosse difícil viver o que Deus lhe pedia.
- A aliança com Abraão: a vinda do filho e o nascimento de uma nova descendência que se tornaria o povo de Deus.
- Sacrifício de Isaac: Abraão não teve medo de dar tudo a Deus, por isso, Deus lhe deu tudo: uma terra bonita, um filho, e fez dele Pai do Povo Hebreu, povo no qual o Salvador iria nascer.
- Depois do "não" que o homem disse a Deus (Adão e Eva), Abraão é o homem que disse SIM a Deus.

Ação (agir transformador):
- Nós temos a coragem de deixar as coisas que gostamos para fazer o que Deus pede?
- Procuramos sair da nossa "terra", ou seja, sair do nosso próprio egoísmo para ajudar as pessoas que precisam da gente?

Atividade: Texto motivacional e exercício.

Oração final: Salmo 01 ( Oração a partir de textos)

            

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Como lidar com os tipos de indisciplina - O mal-educado e o mal-humorado

Mal-educado


          É fácil perceber quando a criança é sem educação mesmo – problema que, como já diz o ditado, “vem do berço”. O mal-educado não sabe respeitar nada, nem ninguém. Interrompe quando não deve, faz más-criações, age com grosseria. Nesse caso, é preciso mostrar energia. Repreenda-o com firmeza, mas com educação. Ao conversar em particular, seja firme e não dê tréguas. E, mesmo diante da turma, não tenha medo de chamar sua atenção. Quando o problema for falta de educação, não dê “gelo”, não ignore. É preciso “pegar no pé” desse catequizando, sem se tornar excessivamente implicante.


Mal-humorado


           É outro tipo difícil. É fechado, calado e azedo. Normalmente, é antipatizado pela turma, costuma ter poucos amigos. Dá meias respostas, com extrema má vontade. Pode se tornar aborrecido e agressivo. Não gosta de cantar, de rezar, de ouvir, nem de participar de nada. Odeia fazer gestos e atividades. Às vezes é do contra: fica sentado, quando deveria estar de pé. Fica em pé, quando deveria estar sentado.
 É difícil abordar esse tipo. Diante da turma, costuma ser melhor tratá-lo com indiferença, dar um “gelo”. Em particular, é preciso tentar conhecê-lo para conquistar pelo menos um pouco de sua confiança. Pode ser uma pessoa que vive chateada e entediada, passando por problemas, e pode estar indo à catequese por mera obrigação. Se suas atitudes azedas estiverem causando um clima ruim na turma, chame a atenção em particular. Com muita simpatia, tente convencê-lo de que assim não dá. Se for problemático, tente ajudar. Se você conquistar sua simpatia, você terá ganhado a batalha. 


*O segundo tema da semana de formação do Catequese Kids, é sobre indisciplina na catequese. Ele foi retirado do livro "Elementos de Didática na Catequese" da autora Solange Maria do Carmo, editora Paulus. Para quem quiser adquirir:http://www.paulus.com.br/elementos-de-didatica-na-catequese_p_1853.html


Como lidar com os tipos de indisciplina - O mal-intencionado




Mal-intencionado

           É um tipo que se aproveita das situações para aprontar. Gosta de esconder suas “macaquices”, põe a culpa nos outros. Fique atento:não deixe ele enrolar você. Veja tudo. Se for o caso, coloque-o em um lugar onde possa ser visto. Não permita que se esconda, ficando longe de você. Ele se difere do avacalhador por gostar de se esconder.Às vezes, tem atitudes bastante inconvenientes. Ao dar as mãos, belisca o colega. Quando vai dar o abraço da paz, joga o colega no chão. Retira a cadeira para o outro cair no chão, enfia o dedo no olho do companheiro, passa a mão nas pernas das meninas. É, enfim, um brincalhão que incomoda toda a turma com as suas brincadeiras de mau gosto. E a turma, ao invés de prestar a atenção no catequista, ficará de olho no mal intencionado, para não cair em seus golpes.

           É preciso muito tino para controlar esse tipo. Se ele for simpático à turma, é preciso competir com a sua simpatia, evitando o mau humor. Se suas ações já incomodam a turma e ele se tornou uma pessoa malquista pelos colegas, aproveite-se disso. Converse em particular e o ajude a ser engraçado sem incomodar. Mas não o impeça de ser engraçado e simpático, porque é isso que ele quer e não consegue.
Não deixe que ele forme turminhas dentro da turma. Ele terá uma enorme tendência a isso, pois, não podendo agradar a todos, tentará arrebanhar alguns adeptos. E os colegas aceitarão ser amigos dele para ficar livres de suas brincadeiras de mau gosto. Desmanche as turminhas, isole o líder. Coloque-o perto de você. Quando for rezar em dupla, reze com ele; quando for dar as mãos, dê as mãos a ele. E fique de olho o tempo todo.

          Uma atenção especial se deve ter quando o catequizando começa a exagerar nas brincadeiras que envolvem sexualidade, como baixar as calças ou passar a mão aqui ou ali, ou falar disso, soltando palavrões etc. Nesse caso, não reprima mas oriente. Se o fenômeno for isolado, converse em particular. Se for generalizado, converse com a turma toda. Não tenha medo de conversar sobre sexo, colocando no nível da turma e usando expressões que eles usam. Por trás dessas brincadeiras está o desabrochar da sexualidade, um momento de grande importância e curiosidade para as crianças. E, às vezes, isso acontece com crianças relativamente novas. Ao conversar sobre isso, diga claramente que compreende a curiosidade da criança, mas que não é lá muito elegante e de bom tom sair por aí passando a mão onde não se deve ou levantando saia de menina. Não é dessa forma que se conquista uma garota. Mostre aos meninos a importância de não serem deselegantes.



*O segundo tema da semana de formação do Catequese Kids, é sobre indisciplina na catequese. Ele foi retirado do livro "Elementos de Didática na Catequese" da autora Solange Maria do Carmo, editora Paulus. Para quem quiser adquirir:http://www.paulus.com.br/elementos-de-didatica-na-catequese_p_1853.html


Como lidar com os tipos de indisciplina - O Engraçadinho e o Avacalhador


       É certo que, na hora de analisar a questão disciplinar, cada caso é um caso. Pessoas e circunstâncias são diferentes. Mas podemos enfocar alguns tipos mais comuns, só para ajudar a compreendê-los e a lidar com eles.Geralmente, a criança indisciplinada apresenta várias destas características ao mesmo tempo.

O Engraçadinho

        É o palhacinho da turma. Faz todos rirem na hora mais inadequada. Basta um olhar dele, ou careta para a turma achar graça. Aos poucos, vira o centro das atenções e ganha destaque. Usa suas artimanhas para conquistar seu espaço e colher a atenção da turma. Se parar de fazer gracinhas, perderá sua extrema simpatia. O que fazer?
       Se forem brincadeiras inocentes, encontre uma forma de conviver com ele. Tente estabelecer momentos de fazer graça e momentos de ficar sério. Não o repreenda duramente em público, pois a turma o incentivaria a continuar só para provocar você. Não é bom que o catequista seja rabugento neste caso. Ao contrário, a solução é ser bem humorado. Às vezes, você pode até rir também. Com isso, você conquista a simpatia do “engraçadinho”. E lembre-se: ele só vai respeitá-lo se aprender a admirá-lo. Ele pode se tornar seu aliado ou o seu inimigo. Vai depender de seu jogo de cintura.
       Se as brincadeiras estão ultrapassando certos limites, tenha uma conversa em particular. Nessa conversa, brinque e seja amável. Mostre que é bom que ele seja simpático, mas que é preciso ter cuidado para não passar dos limites. Mostre claramente quais são esses limites e tente chegar a um acordo com ele. Se, depois, ele se esquecer de cumprir o acordo, chame a sua atenção com o olhar. Ou de forma bem humorada. De preferência, ao chamar a sua atenção, seja mais engraçado do que ele.
       Outra coisa, veja como a turma reage ao “engraçadinho”. Se suas brincadeiras já começam a incomodar, então é hora de mudar o seu estilo. Mas nunca perca a simpatia da turma por causa do engraçadinho.

O avacalhador

       É um “engraçadinho” desajeitado. Quer ser simpático e acaba avacalhando tudo. Vai brincar e acaba causando grande confusão. Tolere a simpatia, mas não aceite a avacalhação. Se for preciso, chame a atenção com certa energia, mas nunca com a mesma energia com que você se dirigiria, por exemplo, ao violento. Se ele é simpático diante da turma, tome cuidado. Ás vezes, para controlar as suas trapalhadas, você acaba perdendo a simpatia da turma. Isso não vale a pena.
       Se for possível de modo amigável, coloque a turma contra ele e a seu favor. Isso pode ajudar. Se for conversar em particular, melhor ir com jeito. Seja firme, mas simpático. Conquiste a sua amizade, faça-o admirar você. Tente  descobrir, mas sem perguntar diretamente, o porquê das suas “avacalhações”. Ele pode estar desmotivado, pode ser um problemático bem-humorado, pode ser tímido e carente, pode ser egocêntrico e estar acostumado a ser o centro das atenções. Conhecendo as razões, será possível compreendê-lo melhor. É um caso em que se indica uma conversa, por exemplo, com o Padre se a questão complica, para de acordo com a pessoa, tentar uma solução.

*O segundo tema da semana de formação do Catequese Kids, é sobre indisciplina na catequese. Ele foi retirado do livro "Elementos de Didática na Catequese" da autora Solange Maria do Carmo, editora Paulus. Para quem quiser adquirir: http://www.paulus.com.br/elementos-de-didatica-na-catequese_p_1853.html

Como lidar com os tipos de indisciplina - O Violento


        É certo que, na hora de analisar a questão disciplinar, cada caso é um caso. Pessoas e circunstâncias são diferentes. Mas podemos enfocar alguns tipos mais comuns, só para ajudar a compreendê-los e a lidar com eles.Geralmente, a criança indisciplinada apresenta várias destas características ao mesmo tempo.

O violento

      É um tipo agressivo que mexe com todos e só pensa em brigar e mostrar força. Não só provoca dentro do encontro, mas depois também. O violento é uma pessoa que não sabe lidar com o seu temperamento explosivo. Ás vezes, é também problemático e sem educação. O problema maior é que uma criança violenta acaba provocando mais violência, despertando agressividade nos outros e oprimindo os que são mais comedidos  e recatados.
      O catequista precisa intervir logo. Não deixe haver brigas dentro do encontro, em hipótese alguma. Chame a atenção energicamente e com voz forte. O catequizando violento e agressivo precisa saber que ali dentro da sala quem manda é o catequista, que ali está alguém mais forte do que ele, que ele está diante de alguém que tem autoridade. Então, exerça sua autoridade no melhor estilo. E não se importe em fiar bravo, se o objetivo for desencorajar a violência. Fora do ambiente do encontro seria muito bom se fosse possível também evitar brigas e ameaças. Ás vezes, é possível solucionar a violência de outra forma, não brigando. O catequista pode ajudar, descobrindo o motica da violência. Há vários casos:
a)      Um menino (ou menina) mais forte que bate em outro mais fraco, só para mostrar força. Nesse caso, aja com rigor. Mostre que você é mais forte do que ele. Se for o caso, acompanhe esse menino até a sua casa. Mas atenção: acompanhe o mais forte e não o mais fraco. O catequista não deve dar uma de protetor dos fracos, porque isso humilharia ainda mais. Se é para acompanhar, acompanhe o problemático, mais para mostrar autoridade do que compaixão. E não tente conversar com os dois juntos.
b)      Duas pessoas querem brigar para decidir algum impasse ou desacordo que surgiu entre elas. Nesse caso, às vezes uma conversa com os dois juntos, mas em particular ajuda a resolver. Tente encontrar um modo inteligente de resolver o impasse. Sem precisar de usar de violência.
c)      Duas pessoas querem brigar porque um humilhou o outro de forma excessivamente provocante. Talvez você possa conversar em particular com o que foi humilhado, ajudando-o a superar a humilhação sem vingança. Ajude-o a se colocar acima das provocações e a na se igualar a quem o provocou. Convença quem humilhou a pedir desculpas. Pedir desculpas, é um gesto terapêutico que diminui muito a violência e, pelo seu valor pedagógico tem que ser ensinado.


*O segundo tema da semana de formação do Catequese Kids, é sobre indisciplina na catequese. Ele foi retirado do livro "Elementos de Didática na Catequese" da autora Solange Maria do Carmo, editora Paulus. Para quem quiser adquirir: http://www.paulus.com.br/elementos-de-didatica-na-catequese_p_1853.html


Como lidar com os tipos de indisciplina - O Problemático


     É certo que, na hora de analisar a questão disciplinar, cada caso é um caso. Pessoas e circunstâncias são diferentes. Mas podemos enfocar alguns tipos mais comuns, só para ajudar a compreendê-los e a lidar com eles.Geralmente, a criança indisciplinada apresenta várias destas características ao mesmo tempo.

Problemático

       É a criança que apresenta indisciplina por estar por estar passando por problemas. Normalmente, os problemas vêm de família. É preciso ter em vista, no entanto, que nem todas as crianças indisciplinadas são simplesmente problemáticas. Mas a criança pode estar atravessando uma fase difícil de sua vida.: problemas familiares, problemas na escola, divergência com amigos, problemas de saúde – tudo isso pode fazer diminuir o interesse e a concentração do catequizando.
       O problemático é meio imprevisível: às vezes, torna-se agressivo e violento; outras vezes, faz greve de silêncio; outra resolve ser do “contra” – quando todos sentam, ele fica em pé; quando todos se levantam, ele se senta.
       Para saber se a criança age assim por causa de problemas, é preciso que o catequista a conheça bem. Aí está o primeiro desafio. Importante também é saber que, mesmo estando com problemas, a criança precisa saber se comportar. Então, o catequista não permitirá um comportamento que prejudique o encontro. No entanto, se for possível dar um “gelo”, sem comprometer o encontro, e, depois conversar em particular, isso pode surtir efeito. Por exemplo, se o catequizando não quer cantar, deixe-o calado. Depois em particular, tente ter uma atitude simpática, numa conversa amigável com ele.


*O segundo tema da semana de formação do Catequese Kids, é sobre indisciplina na catequese. Ele foi retirado do livro "Elementos de Didática na Catequese" da autora Solange Maria do Carmo, editora Paulus. Para quem quiser adquirir: http://www.paulus.com.br/elementos-de-didatica-na-catequese_p_1853.html